HISTÓRIA DO VIDRO

O vidro é uma das descobertas mais surpreendentes do homem e sua história é cheia de mistérios. Embora os historiadores não disponham de dados precisos sobre sua origem, foram descobertos objetos de vidro nas necrópoles egípcias, por isso, imagina-se que o vidro já era conhecido há pelo menos 4.000 anos antes da Era Cristã.

Alguns autores apontam os navegadores fenícios como os precursores da indústria do vidro. A origem teria sido casual: ao preparar uma fogueira numa praia nas costas da Síria para aquecer suas refeições, improvisaram fogões usando blocos de salitre e soda.

Passado algum tempo, notaram que do fogo escorria uma substância brilhante que se solidificava imediatamente. Estaria então descoberto o vidro que, com sua beleza, funcionalidade e múltiplas aplicações, passaria definitivamente a fazer parte do cotidiano de todos nós.

 

Desenvolvimento

Durante o Império Romano, houve um grande desenvolvimento dessa atividade, com apogeu do século XIII, em Veneza. Após incêndios provocados pelos fornos de vidro da época, a indústria de vidros foi transferida para Murano, ilha próxima de Veneza.

As vidrarias de Murano produziam vidros em diversas cores, um marco da história do vidro, e a fama de seus cristais e espelhos perduram até hoje.

A França já fabricava o vidro desde a época dos romanos. Porém, só no final do século XVIII foi que a indústria prosperou e alcançou um grau de perfeição notável. Em meados desse século, o rei francês Luís XIV reuniu alguns mestres vidreiros e montou a Companhia de Saint-Gobain, uma das mais antigas empresas do mundo, hoje, uma companhia privada.

A indústria moderna do vidro surgiu com a revolução industrial e a mecanização dos processos. Nos anos 50, na Inglaterra, a Pilkington inventou o processo para produção do vidro Float, conhecido também como cristal, que revolucionou a tecnologia dessa próspera indústria.

 

Definição

O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa a base de sílica em fusão.

Sílica ( SiO2)
Matéria prima básica (areia) com função vitrificante.
Potássio ( K2O)
Alumina ( Al2O3)
Aumenta a resistência mecânica.
Sódio ( Na2SO4)
Magnésio ( MgO)

Garante resistência ao vidro para suportar mudanças bruscas de temperatura e aumenta a resistência mecânica.
Cálcio ( CaO)
Proporciona estabilidade ao vidro contra ataques de agentes atmosféricos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sucata de vidro, limpa e selecionada, é usada para auxiliar a fusão.

Os vidros coloridos são produzidos acrescentando-se à composição corantes como o Selênio (Se), Óxido de Ferro (Fe2O3) e Cobalto (Co3O4) para atingir as diferentes cores.

 

Principais Qualidades e Características

Composto basicamente por areia derretida (sílica) e componentes que aumentam sua resistência mecânica e química contra esforços e intempéries, o vidro é classificado segundo a segurança, isolamento acústico, resistência e controle solar que proporciona. Outros materiais podem substituir o vidro no que se refere à transparência, mas nunca com relação à durabilidade.

As juntas do vidro são mais complexas que de outros materiais, por não tolerar o contato direto com o metal, ou mesmo com outra lâmina, exigindo a atuação de componentes elásticos de transição, como o silicone de vedação.

Com relação ao sistema de fixação, o vidro pode ser encaixilhado com perfis de alumínio, baguete e presilhas, ou simplesmente colado na estrutura com silicone estrutural, num sistema conhecido como ‘glazing’. Por ser mais pesado, o vidro necessita de uma estrutura de apoio mais reforçada do que materiais como o policarbonato e o acrílico.

A sucata de vidro, limpa e selecionada, é usada para auxiliar a fusão.


Os vidros coloridos são produzidos acrescentando-se à composição corantes como o Selênio (Se), Óxido de Ferro (Fe2O3) e Cobalto (Co3O4) para atingir as diferentes cores.


Mesmo respeitando os limites impostos pela definição e focalizando somente os materiais vítreos de óxidos (vidros), observa-se uma extensa faixa de propriedades. Tal variabilidade torna os vidros extremamente atraentes, tanto do ponto de vista científico quanto do tecnológico. Possui enorme variabilidade e flexibilidade de propriedades físico-químicas, aliada a possibilidade de ainda se testar um número infinito de composições, pois esses materiais são "soluções sólidas" de estrutura desordenada que, portanto, podem aceitar monotonicamente quaisquer elementos químicos em sua estrutura.

  • Reciclabilidade
  • Transparência (permeável à luz)
  • Dureza
  • Não absorvência
  • Ótimo isolador dielétrico
  • Baixa condutividade térmica
  • Recursos abundantes na natureza
  • Durabilidade.